Os tijolos termogalvânicos podem gerar eletricidade de forma autônoma e para que isso ocorra duas de suas faces devem estar em temperaturas diferentes, ou seja, se a parede externa de uma casa estiver quente por receber a luz do sol, enquanto o interior está fresco sob a sombra, a parede irá produzir eletricidade.

 

Isso acontece devido a processos de redução e oxidação eletroquímicos que ocorrem dentro do tijolo. À medida que os eletrodos presentes nas faces do tijolo, estiverem em temperaturas diferentes, as reações eletroquímicas irão ocorrer e a eletricidade será gerada. 

 

Esse processo possui uma grande vantagem, visto que os compostos envolvidos nessas reações não são consumidos, não se esgotam e não precisam ser recarregados, pois enquanto houver uma diferença de temperatura, a eletricidade será gerada.

 

Sobre os tijolos termogalvânicos:

 

A técnica envolve a aplicação de água gelificada dentro do tijolo, usufruindo de uma estrutura interna muito conhecida dos matemáticos, chamada schwarzita, fabricada por uma impressora 3D. O benefício adicional é que essa estrutura de superfície mínima (schwarzita D) deixa os tijolos termogalvânicos mais resistentes do que os tijolos comuns. Além disso, a estrutura também serve para melhorar o isolamento térmico.

 

Segundo o professor Leigh Aldous, do King’s College de Londres, que desenvolveu a tecnologia com colegas das universidades do Arizona “A ideia é que esses tijolos possam ser impressos em 3D a partir de plástico reciclado e usados para construir rápida e facilmente coisas como abrigos para refugiados. Pelo simples ato de manter os ocupantes mais quentes ou mais frios do que o ambiente, a eletricidade será produzida, suficiente para fornecer iluminação noturna e recarregar um telefone celular.”

 

Também, de acordo com Aldous “Crucialmente, eles não exigem manutenção, recarga ou reabastecimento. Ao contrário das baterias, eles não armazenam energia, o que também elimina o risco de incêndio e restrições de transporte.”

 

A equipe que desenvolveu o projeto acredita que este novo dispositivo poderá ajudar a fornecer acesso a energia sustentável e acessível, principalmente em construções distantes de redes elétricas.

 

 

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