Engenheiros europeus desenvolveram o protótipo de um gerador que converte a energia das ondas do mar em eletricidade, durante demonstrações o equipamento atingiu o sucesso esperado.

 

Esse equipamento possui baixo custo em relação as versões convencionais, pois possui apenas uma parte móvel e foi produzido com materiais mais duráveis. Além disso, o gerador foi desenvolvido para ser incorporado nos sistemas de energia oceânica já existentes.

 

Os experimentos em escala realizados em um simulador oceânico mostraram que um dispositivo com dimensão industrial poderia gerar cerca de 500 kW. O engenheiro Giacomo Moretti e seus colegas afirmam que seu projeto poderia ser usado em “frotas” de estruturas de baixo custo e baixa manutenção no mar, aproveitando as ondas durante décadas antes de precisar de substituição.

 

Sobre o gerador:

 

 Fonte: Giacomo Moretti et. al. 2019

 

O chamado Gerador de Elastômero Dielétrico, utiliza membranas flexíveis feitas a partir de uma borracha especial que, quando esticada, produz eletricidade (elastômero dielétrico consiste em um polímero eletroativo, utilizado em músculos artificiais e asas robóticas).

 

O equipamento foi projetado para ser encaixado na superfície de um tubo vertical que, quando colocado no mar, enche parcialmente com água. Essa coluna de água sobe e desce com o movimento das ondas.

 

Conforme as ondas passam por esse tubo, a água no seu interior sobe e empurra o ar preso para cima, inflando o gerador na parte superior, gerando uma tensão no elastômero. Conforme a onda se distancia, a água desce e a membrana murcha, produzindo assim a eletricidade. No caso de um dispositivo comercial, essa eletricidade seria levada para a costa através de cabos submarinos.

 

Esse novo sistema é mais simples do que as turbinas complexas utilizadas atualmente, que possuem muitas peças móveis que requerem manutenção e substituição.

 

O projeto é resultado de uma parceria entre pesquisadores das universidades de Edimburgo (Escócia), Bolonha, Trento e da Escola Superior Sant’Anna Pisa (Itália).

 

 

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