De acordo com levantamentos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), os consumidores de energia livre (que podem escolher seu fornecedor de energia) representam hoje, cerca de 30% de toda a carga do setor elétrico. Esse aumento na migração de clientes tem sido ocasionado devido ao preço reduzido adotado pelos fornecedores, à medida que eles apontam a possibilidade de uma economia de 20% a 30%.

No mercado livre de energia, o consumidor pode escolher de quem irá comprar energia, o preço, a quantidade, o prazo de fornecimento e até mesmo a fonte podem ser definidos em contrato. Além disso, o cliente pode optar por comprar diretamente das geradoras ou de comercializadoras. Entretanto para receber essa energia, o consumidor precisa estar conectado a uma rede, e paga uma fatura separada pelo serviço da distribuidora, a chamada “tarifa fio”.

No final de dezembro de 2018, cerca de 5.819 consumidoras em todo o país já utilizavam o sistema do mercado livre de energia, um aumento de 12% em relação a 2017. Grande parte desses clientes está localizado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e tende a crescer cada vez mais nos demais estados. No Distrito Federal, por exemplo, a alta foi de 49%, no Tocantins 55% e no Pará 20%. A energia consumida é da ordem de 20 mil megawatts médios.

O presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri afirma “O mercado livre de energia só se justifica quando tem preços mais atrativos que os do mercado regulado e, nos últimos anos, essa diferença tem se acentuado bastante”.

Os clientes que tem a possibilidade de escolher o seu fornecedor de energia são aqueles que consomem mais que 3 MW. Além disso, de acordo com a lei, clientes com consumo entre 500 kW e 3 MW também podem migrar para o mercado livre, desde que comprem energia proveniente de fontes alternativas. Esse mercado é voltado para clientes que pagam uma conta de energia na faixa dos R$ 100 mil.

De acordo com uma portaria publicada pelo governo no fim do ano de 2018, uma alteração nos limites e uma ampliação no acesso ao mercado livre de energia se dará ainda este ano (2019). A partir do dia 1 de julho, a migração será permitida para quem consome 2,5 MW, e a partir de 1 de janeiro de 2020, o limite cairá para 2 MW. Com essas mudanças, o crescimento do mercado livre tende a ser ainda maior. 

 

 

 

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